Chefes que lideram no grito

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Em tempos em que “como ser um bom líder” é um dos temas mais buscados, lotando cursos e treinamentos, parece incoerente que ainda existam chefes que lideram a sua equipe no grito, não é mesmo? Mas, infelizmente, em empresas de todos os portes e segmentos, lá estão eles: profissionais que usam e abusam de sua autoridade para agir com as mais variadas grosserias.

Alguns são mais agressivos, distribuindo berros e palavrões, batendo na mesa ou na porta e humilhando seja lá quem estiver à sua frente. Outros são menos ostensivos, mas sabem muito bem como ferir e abalar a estrutura emocional do subordinado, de forma cruel e até sádica. Há também aqueles que tentam ser um pouco mais sutis, utilizando ironias, indiretas e piadas de mal gosto, e quando são acusados ou mal julgados, defendem a si mesmo com a alegação de que se tratava apenas de uma “brincadeirinha”.

As razões para este tipo de atitude vão desde a insegurança e falta de preparo, passando pela ausência de confiança na equipe, até aqueles que acreditam que devem ganhar o respeito falando mais alto e os que sentem prazer em ver o outro para baixo. Além disso, a alta competitividade no mercado, a pressão por resultados, as metas inatingíveis e a carga excessiva de responsabilidades também são grandes influenciadores deste perfil de líder.

O que chama a atenção é que com a crise, este mau comportamento parece ganhar cada vez mais força. Os gestores estão descontando com mais frequência seu estresse e frustrações em cima de sua equipe, quando, na verdade, a reação deveria ser oposta, já que as consequências desses atos indelicados podem ser bastante negativas.

Os trabalhadores ficam desmotivados pela falta de reconhecimento e valorização, se tornam menos produtivos e são inibidos pelo medo, diminuindo a criatividade e a exposição de novas ideias. No limite, vão para o mercado buscar novas oportunidades. E, assim, lá se vai um talento desperdiçado.

Diante desta triste realidade, é preciso lembrar que é muito mais motivador e produtivo quando a equipe é incentivada e liderada por uma figura admirável, e que por mais duros que sejam os feedbacks, a mensagem deve ser sempre construtiva – e não depreciativa. Em um ambiente de trabalho harmônico, a pressão e as dificuldades são superadas com muito mais maestria, sem a necessidade de gritos.

Transforme erros em oportunidades

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Saber lidar com as adversidades da vida abre caminhos para o sucesso!

 “Errar é humano”, diz o velho ditado. Estamos suscetíveis às falhas o tempo todo. Afinal, ainda que haja o máximo de empenho, nem sempre é possível acertar, seja no âmbito pessoal ou profissional. No entanto, como continua a frase, “persistir no erro é burrice”. Ou seja, como você lida com estas questões é o fator determinante na sua vida. Fazer do limão uma limonada ou continuar torcendo o nariz para o azedo da fruta?

Steve Jobs foi demitido da empresa criada por ele, a Apple, aos 30 anos. Embora o próprio descreva o acontecimento como devastador, posteriormente, ele descobriu que foi uma das melhores coisas que lhe ocorreu. O peso de ser um homem bem-sucedido deu lugar ao brilho de ser um iniciante na carreira novamente, permitindo-o viver o período mais criativo de sua biografia.

O grande diferencial dele foi entender o fracasso como uma lição e ser capaz de enxergar aquela fase, ainda que bastante difícil, como uma nova oportunidade. Esse exemplo mostra que, invariavelmente, há algo bom a ser adquirido com os obstáculos: um aprendizado, outra perspectiva, uma nova chance. Talvez, os três benefícios juntos. Saber identificá-los e aproveitá-los da melhor maneira possível é o que te tornará mais apto a lidar com os percalços que teimam em aparecer.

Para isso, o primeiro passo é ser sincero consigo e com as pessoas envolvidas no assunto. Se o erro é seu, assuma-o com responsabilidade. A sua franqueza será um ponto digno de ser respeitado. E mexa-se! Martirizar-se ou reclamar não o levará a lugar nenhum. Se puder corrigir, busque soluções e alternativas para reverter a situação. Caso não seja possível, estude o caso, perceba onde não deu certo e as razões, a fim de aprender algo com o ocorrido.

Crer no lado positivo será primordial para não ser engolido pelo sentimento de derrota. Às vezes, o prejuízo causado pela falha é inferior à importância que atribuímos e o pânico que geramos em nós mesmos. Outro ponto importante é dar tempo ao tempo. No calor das emoções ou em meio ao caos, a pressa pode se tornar inimiga da perfeição, resultando em reações sem pensar, lamentações e acusações infundadas. Tenha calma. Pare por alguns instantes para analisar o que aconteceu e a melhor saída para aquilo.

Jobs ficou sem saber o que fazer por alguns meses, enquanto administrava a sua própria decepção e a de uma geração que nele confiou. Movido pela paixão ao que fazia, o recomeço tão logo apareceu e aquela oportunidade o impulsionou para conquistas ainda maiores e mais inovadoras. Atuou na Pixar, o primeiro estúdio a criar um filme feito por animação computadorizada, o Toy Story, e alguns anos depois, retornou à sua própria companhia, lançando produtos que, inclusive após a sua morte, continuam sendo febre em todo o globo. Jobs deixou sua marca no topo entre as mais valiosas do mundo.

Essa história inspiradora também pode ser a sua! Os erros e as adversidades devem ser transformados em oportunidades e ensinamentos para um caso de sucesso. Pense nisso!

 

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