O futuro do trabalho humano: o que esperar?

O futuro do trabalho humano nunca foi tão intrigante.

O futuro do trabalho humano nunca foi tão intrigante. Com os avanços da tecnologia, uma série de mudanças vem transformando o mercado de trabalho. As máquinas já substituíram inúmeros trabalhadores e extinguiram diversas profissões. Na mesma via, a era digital também vem criando carreiras e exigindo outras qualificações. Entre modernidades e evoluções, estamos todos participando da chamada quarta revolução industrial e enfrentando os desafios desse momento histórico.

O futuro do trabalho humano: as revoluções industriais

Para compreender os novos tempos e descobrir o futuro do trabalho humano é preciso olhar para o passado. É hora de lembrar das aulas de história e dos fatos que marcaram épocas. No século XVIII, as máquinas a vapor trouxeram a primeira revolução industrial. Essa mecânica possibilitou a expansão da metalurgia, substituindo o trabalho antes realizado artesanalmente. 

A segunda revolução industrial

Cerca de 100 anos depois, surgia a segunda revolução industrial. A energia elétrica carimbava o século XIX. Dali, vieram as produções em larga escala e os progressos na comunicação, do telégrafo ao telefone. A mão de obra começava a ganhar qualificação, pontuando um dos caminhos para o futuro do trabalho humano.

As revoluções seguintes

O desenvolvimento e as mudanças continuaram. Na década de 1960, era a vez da revolução digital, com o desenvolvimento do computador. Outro marco importante foi o nascimento da internet, que transformaria o trabalho humano. Dali, a transição foi rápida até chegarmos aos dias atuais. Hoje, estamos a bordo da quarta revolução industrial. A era da comunicação, da tecnologia, da nanotecnologia, da inteligência artificial e dos robôs.

A evolução surpreende e coloca em xeque o futuro do trabalho humano. De acordo com a pesquisa Tecnologias Digitais, Habilidades Ocupacionais e Emprego Formal no Brasil, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os avanços em si e a velocidade de todo esse desenvolvimento prometem causar grandes transformações. Se nos momentos históricos anteriores, os trabalhadores com atividades rotineiras eram os mais afetados, agora, a modernidade possibilita a automação até de atividades especializadas.

O futuro do trabalho humano: as transformações

O futuro do trabalho humano tem ganhado outros rumos com as transformações dos tempos atuais. Fato: a tecnologia chegou para ficar. Prova disso é que a modernidade vem mudando o nosso jeito de trabalhar. Vivemos uma rotina bem diferente das gerações anteriores. Mais do que trocar a máquina de escrever por um computador, utilizamos novos processos e novos modelos de negócios.

O mundo corporativo tem se questionado sobre suas formas de atuação e se abriu às inevitáveis mudanças. Soma-se a esse cenário a entrada das novas gerações, que clamam por inovação e modernização. Tudo isso tem impulsionado um universo ainda em construção para o futuro do trabalho humano.

A transformação digital no futuro do trabalho humano

A transformação digital influencia diretamente o futuro do trabalho humano. Os avanços tecnológicos têm impactado tanto na atuação como nos padrões de atividade e produção. Muitos nem se deram conta de toda essa evolução e por quantas mudanças estamos passando. Se pararmos para pensar, conseguimos enxergar que existem inúmeras ações que agora fazemos corriqueiramente, mas que 5 ou 10 anos atrás eram completamente impensáveis.

Quer um exemplo? Os aplicativos já invadiram os celulares de milhares de colaboradores aqui e mundo afora. Mesmo com um computador à sua frente, esses profissionais estão trabalhando a partir de seus smartphones em uma plataforma da quarta revolução industrial.

Profissões extintas, novas carreiras e o futuro do trabalho humano

Ao longo das últimas décadas, inúmeras profissões foram extintas e até substituídas por máquinas. Em diversos setores, milhares de trabalhadores foram obrigados a procurar novas ocupações. A boa notícia é que o mundo laboral tem se reinventado diante dessa modernidade. Ao mesmo tempo em que algumas posições são forçosamente encerradas, também são naturalmente iniciadas outras carreiras. A atualidade tecnológica acarretou ainda o surgimento de diferentes especialidades, formas de trabalho e modelos de negócios.

O futuro do trabalho humano: os robôs substituirão as pessoas?

A influência digital no futuro do trabalho humano e o quanto isso transforma o cotidiano daqui para frente está muito claro. Mas o assunto ainda soa obscuro diante da quarta revolução industrial. Isso porque nunca as evoluções estiveram tão dinâmicas e velozes como hoje. Basta ver que em casa, no escritório, nas cidades e nos campos, a tecnologia se mostra cada vez mais presente e essencial.

Sim ou não?

Nesse cenário, a pergunta que não quer calar é: será que os robôs vão substituir as pessoas? De acordo com a pesquisa realizada pelo Ipea, a resposta é sim e não. Sim, no sentido de que os avanços tecnológicos se intensificaram tanto a ponto de promover mudanças muito maiores no futuro do trabalho do que no passado. A previsão é que a quarta revolução industrial impacte expressivamente a mão de obra. Conforme explicado no início, com o incremento da nanotecnologia, biotecnologia, inteligência artificial etc., a modernidade possibilita a automação até de atividades especializadas.

Já o “não” se deve a algumas virtudes exclusivas dos humanos que as máquinas ainda irão demorar para superar. Os pesquisadores revelaram que “habilidades cognitivas, como as que envolvem raciocínio e domínio de linguagens, habilidades interpessoais, como o cuidado e o contato humano, habilidades gerenciais e habilidades ligadas às ciências, tanto as da natureza como as sociais ou aplicadas, terão maior importância no futuro”.

O futuro do trabalho humano: o potencial das pessoas

A transformação digital nas organizações gera insegurança para o futuro do trabalho humano. Esse medo e as resistências à mudança são reações normais e até aceitáveis, já que estamos em uma revolução em pleno curso. O que conforta neste momento é lembrar que quem criou as máquinas foi o potencial humano. Quem gerencia, administra e controla todos esses robôs (ainda) é o potencial humano. Portanto, existe um longo caminho a ser trilhado sem precisar temer.

A resposta está justamente no lado humano

Por mais que a inteligência artificial esteja tirando profissionais do mercado, muitos desses serviços são manuais, mecânicos ou repetitivos. Isso significa que a tendência é que o futuro do trabalho esteja justamente nas características humanas. O lado humano dos negócios não foi alcançado pela tecnologia. Especialistas acreditam que os colaboradores poderão garantir empregos na atuação em planos estratégicos, criativos e desafiadores.

É preciso destacar ainda que o futuro do trabalho humano também vai depender do esforço individual. O desenvolvimento, através de estudos e treinamentos, será cada vez mais primordial. Por mais que algumas profissões sejam extintas, as empresas continuarão sendo feitas de pessoas para pessoas. Pelo menos, pelos próximos anos.

Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? (parte 2)

empresas perdem

No post anterior, nós começamos a tentar responder por que as empresas perdem seus melhores colaboradores. O relatório de retenção 2018 realizado pela Work Institute apontou 50 razões que foram agrupadas em 10 categorias. Esses dados apoiam insights e ações para evitar que a empresa sofra com esse tipo de demanda, gerando um custo evitável. Confira a continuação da lista com mais informações apresentadas por esse trabalho.

6. Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? Características do trabalho

Representando quase 8% das razões de saída, as empresas perdem seus melhores colaboradores pelas características do trabalho. O relatório ainda ressalta que, embora a categoria não figure entre as primeiras, é preciso estar atento a ela. Isso porque nos últimos sete anos ela teve um incremento de significativos 130%. E se a oferta de trabalho aumenta, diminui ainda mais a tolerância dos colaboradores quanto a empregos que não trazem satisfação.

Na pesquisa, insatisfação geral causada por aspectos do trabalho foi a maior motivação desse tópico, com 38,4%. Essa explicação sobre porque as empresas perdem seus melhores colaboradores ainda abre um alerta importante. Muitos entrevistados relataram não terem voz ou não serem ouvidos, falta de desafios e oferta de empregos com mais flexibilidade – aspectos que os fizeram sair da companhia em 2017.

Em segundo lugar, outro motivo que merece ser exposto é a sobrecarga de tarefa ou função. 31,3% citaram isso como algo que incomodava a ponto de abandonarem o barco. Para ilustrar, os profissionais apontam longas horas de trabalho, expectativas obscuras ou pouco claras, aumento de responsabilidades devido ao menor número de trabalhadores etc.

7. Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? Ambiente de trabalho

O ambiente de trabalho é sinalizado por 6% das razões que as empresas perdem seus colaboradores. Os colegas de trabalho problemáticos estão no topo das motivações dessa categoria, mencionada por 36% das pessoas. Nos exemplos estão equipes sem harmonia, assédio, atitudes ruins de um modo geral e falta de resolução de conflitos. De acordo com o relatório, não se deve subestimar os relacionamentos. Em um outro estudo, os funcionários que avaliaram seus empregos como excelentes disseram que um dos fatores de classificação foram as pessoas.

Outro motivo importante que fez as empresas perderem seus colaboradores foi a cultura da companhia, com 34%. Isso inclui empregado e empregador que não combinam, diferenças e condições de trabalho que não coincidem com o esperado.

8, 9 e 10. Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? Recolocação, involuntário e aposentadoria

O objetivo do estudo em descobrir o que motivou homens e mulheres a deixarem seus empregos em 2017 é de proporcionar insights às companhias e líderes a fim de melhorar a retenção de profissionais. Dessa forma, o estudo aponta sem aprofundar as três razões finais que compõem esse Top 10 como menos evitáveis.

A categoria recolocação representa 9% das razões que fizeram as empresas perderem os seus colaboradores. Em seguida, com 7%, está a categoria involuntário, que representa as saídas por términos de contrato e demissão. Por fim, com o mesmo percentual da anterior, se encontra a aposentadoria.

Como evitar perder seus melhores colaboradores?

De acordo com o relatório, muitas organizações são únicas nas questões sobre rotatividade. A retenção de colaboradores se torna cada vez mais complexa. Os dados podem trazer um grande insight, porém não devem ser as únicas fontes de conhecimento, pois segundo o estudo, as razões que fazem o colaborador deixar o seu emprego podem variar bastante de empresa para empresa.

Por isso, além da compreensão feita a partir dessas informações, é fundamental que cada companhia identifique as suas próprias causas. A partir daí, fica claro e fácil tomar decisões e montar estratégias para prevenir a saída dos funcionários. Afinal, isso gera um custo enorme com encargos e treinamentos posteriores com a contratação de novos profissionais.

Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? (Parte 1)

Por que empresas perdem seus melhores colaboradores?

Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? Muitos apostam que os funcionários deixam as companhias por cargos com salários mais atrativos. A especulação até pode ter alguma verdade, mas está longe de responder à pergunta. De acordo com o relatório de retenção 2018 realizado pela Work Institute, existem razões muito mais consistentes por trás da perda de talentos que vão além da remuneração.

Os resultados da pesquisa apontam oportunidades de desenvolvimento de carreira, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e má gestão como algumas das insatisfações que fazem as empresas perderem seus melhores talentos. No total, o relatório identifica 50 razões, que foram agrupadas em 10 categorias. A seguir, você conhecerá, na primeira parte desse post, as cinco primeiras razões dessa lista.

1. Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? Desenvolvimento de carreira

O desenvolvimento de carreira representa 21% das razões que fizeram os funcionários deixarem as companhias em 2017. Pelo oitavo ano consecutivo, a categoria figurou no topo da lista que elucida porque as empresas perdem seus melhores colaboradores. Isso deixa evidente o desejo das pessoas por aprendizado e crescimento profissional.

E todo esse avanço na carreira deve ocorrer, de preferência, com algo que satisfaça seus anseios. Isso porque o “tipo de trabalho” é o principal motivo dessa categoria. O resultado demonstra que não apenas promoção ou melhores salários justificam a saída dos colaboradores da empresa. Por não gostarem do serviço, 33% dos profissionais optaram pela mudança de emprego. Ou seja, o movimento pode ser simplesmente lateral ou para uma ocupação diferente.

Outra razão que chama a atenção é a falta de oportunidade de crescimento e desenvolvimento. O argumento foi apresentado por 21,5% das pessoas que pediram demissão. Os profissionais desejam não só aperfeiçoamento como novas habilidades. Ou então, querem que a sua expertise seja melhor aproveitada dentro das companhias. Tudo isso com o objetivo de galgar cada patamar de sua trajetória profissional.

2. Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? Equilíbrio entre vida profissional e pessoal

Em segundo lugar desse Top 5 está o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A categoria acumula 13% das razões que fizeram os profissionais abandonarem as companhias. A agenda foi o motivo mais citado, com 67,6% do total. Essas pessoas priorizaram flexibilidade de horário, compromissos e viagens com melhores condições, entre outros.

Isso significa que eles estão buscando um casamento mais benéfico entre as rotinas dentro e fora do escritório. Ao encontrarem uma oportunidade que melhor se encaixa com seu cotidiano, não irão hesitar em agarrá-la. Não é à toa que, nesse contexto, a segunda razão mais citada, com 22,2%, está no quesito deslocamento diário. Longas horas para ir em voltar do trabalho provocam um desgaste enorme, atrapalhando o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. E assim, as empresas perdem seus melhores colaboradores.

3. Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? Atitudes do gestor

Antes poderiam até tolerar, mas hoje os profissionais não suportam mais gestores ruins. Por isso, as empresas perdem seus melhores colaboradores. As atitudes do gestor formam a terceira maior categoria dos motivos que fizeram funcionários deixarem seus empregos em 2017. Citado por 11% dos entrevistados, essa justificativa vem crescendo ao longo dos anos. Isso mostra que um bom relacionamento entre superiores e subordinados é importantíssimo para a retenção de talentos.

Nessa categoria, a razão que mais faz as empresas perderem seus melhores colaboradores está a falta de profissionalismo, com 35,1%. O relatório destaca ainda que isso foi o que mais aumentou dentro das atitudes do gestor. Em seguida, a falta de apoio ocupa o segundo lugar, com 17.6%. Esses dados abrem um alerta quanto à carência de preparo de muitos líderes. E como consequência, a perda de talentos se torna praticamente iminente.  

4. Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? Saúde e bem-estar dos profissionais

O bem-estar representa 9% das razões de todos os profissionais que deixaram seus cargos. A boa notícia é que os dados mostram uma queda de 3% neste quesito, sinalizando uma melhora nas condições de trabalho desde 2010. Ainda assim, o tema ocupa a quarta posição nesse ranking, provando que zelar pela própria saúde e a dos familiares continua tendo grande importância.

O relatório diz que é provável que alguns esforços promoveram mais saúde aos colaboradores e, embora com impacto pequeno, merecem reconhecimento. Talvez por isso, as razões que lideram essa categoria são de cunho pessoal, justificadas por 33,4%. Como exemplo, foram mencionados passar mais tempo com a família, o desejo por um ofício menos estressante, necessidade de resolver algumas questões longe do escritório, entre outros.

Com menos de 1% de diferença, vem a segunda razão mais citada pelos entrevistados: 32,3% disseram ter saído da organização por razões de saúde. Devido a questões médicas, esses colaboradores se viram obrigados a se afastarem do trabalho.

5. Por que empresas perdem seus melhores colaboradores? Remuneração e benefícios

Enquanto a maioria pensava que remuneração e benefícios seria a razão número um para as empresas perderem seus colaboradores, o relatório mostra que essa categoria está, sim, presente na lista, porém ocupando a quinta posição. 9% dos trabalhadores que pediram demissão citaram isso como motivo. Assim, ainda é importante salientar que os empregadores precisam se preocupar em prover melhores salários a fim de reter os talentos nas organizações. Essa motivação está ganhando força e pode aumentar com a melhora na economia.

Nessa categoria, 87,3% dos profissionais deixaram seus empregos para abraçar oportunidades com ganhos maiores. As pessoas citaram também pouco aumento na remuneração, salários abaixo do mercado e colegas de trabalho mais bem pagos como fundamentação para sua escolha de deixar seus antigos empregos.

No próximo post, traremos as outras 5 razões que fazem os melhores colaboradores deixarem a empresa. Acompanhe-nos!

Conflito de gerações: X, Y, Z e baby boomers

conflito de gerações

Entenda o conflito de gerações e por que as mudanças no trabalho são essenciais

 

O conflito de gerações tem sido um grande desafio para companhias de todos os setores. Embora seja um encontro enriquecedor, lidar com pessoas nascidas em diferentes épocas não é uma tarefa fácil. Isso porque o choque não se dá apenas pela diferença na idade, mas por todo o conjunto de conhecimentos e vivências que cada uma das gerações carrega. Mas, antes que o assunto comece a ficar confuso com essas siglas, nós te explicaremos melhor a seguir.

Quais são as diferentes gerações que atuam nas empresas?

Vivemos hoje um momento ímpar no mundo corporativo com a convivência entre profissionais de quatro épocas bastante distintas. Cerca de seis décadas separam as gerações mais experientes das mais jovens – todas presentes na mesma sala de reuniões. Cada grupo de pessoas é separado pelas seguintes divisões:

  • Baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964)
  • Geração X (nascidos entre 1960 e 1980)
  • Geração Y ou millennials (nascidos entre 1981 e início da década de 1990)
  • Geração Z ou pós-millennials (nascidos entre 1994 e 2009)

Para alguns, essas nomenclaturas não passam de bobagens criadas na atualidade. No entanto, essa divisão por gerações ajudou no desenvolvimento de diversos estudos para entender o comportamento das pessoas. Consequentemente, isso auxilia diversas áreas, inclusive a gestão, a lidar com elas e tirar o máximo de proveito deste encontro.

Por que baby boomers e as gerações X, Y e Z são tão diferentes umas das outras?

Além da visível diversidade etária, existe uma série de distinções para cada grupo de pessoas. É claro que isso envolve o risco de cair em uma generalização; entretanto, há algum fundamento nos conceitos. Uma das características mais evidentes está relacionada à tecnologia: enquanto as gerações Y e Z têm grande facilidade, os baby boomers e a geração X têm menos familiaridade e encaram mais dificuldades.

Diferentes épocas, conflito de gerações

Basta lembrar que para alguns profissionais o grande avanço tecnológico era a máquina de escrever, no início da carreira. Outros fizeram parte da transição e viram de perto o mundo digital nascer. À época, o computador e os avanços chegavam a passos lentos, diferentemente do progresso atual. Já os mais novos, além de acharem todas essas histórias arcaicas demais, não conheceram o mundo sem internet.

Diferentes gerações, diferentes comportamentos

Esse contexto histórico já explica um pouco da formação e das divergências de cada geração. Também elucida a construção de valores, ideais e visões de mundos, que refletem no comportamento das pessoas. Os baby boomers e a geração X são conhecidos por trabalharem por anos na mesma companhia em busca da almejada estabilidade. Na contramão de seus antecessores, a geração Y e Z é notada por sua impulsividade e rebeldia. Eles trazem a informalidade para o escritório e buscam ofícios que preencham suas utopias pessoais.

Por que a diferença gera conflito de gerações na empresa?

Diante de um cenário com pessoas de épocas tão distintas, o conflito de gerações surge quase inevitavelmente. E como visto anteriormente, esse choque e as adversidades são frutos de um conjunto de conhecimentos e vivências díspares.

Baby boomers – eles nasceram no pós-guerra e fizeram parte do início das transformações do mundo. Com uma educação rígida e permeada pela disciplina, consideram o trabalho como prioridade. São leais à empresa e desejam a ascensão profissional.

Geração X – são pessoas que também vivenciaram fatos históricos marcantes e revolucionários. Talvez por isso busquem em sua carreira a estabilidade econômica. Destacam-se ainda pelo respeito à hierarquia e visão empreendedora.

Geração Y ou millennials – a geração do milênio nasceu em tempos de prosperidade e desenvolvimento tecnológico. Uma juventude que busca mais do que estabilidade ou ascensão, ambiciona satisfação e aprendizado na carreira. Além disso, dá valor ao trabalho, desde que ele atenda seus valores pessoais, e procura o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Geração Z ou pós-millennials – considerados como os primeiros nativos digitais, os estreantes no mercado de trabalho sequer imaginam o que é viver sem tecnologia. São profissionais multidisciplinares e enérgicos, mas que não aceitam hierarquia, nem formalidade.

Como lidar com baby boomers e as gerações X, Y e Z no trabalho?

Em um primeiro momento, o choque de gerações começa pela incompreensão entre todos os lados. Baby boomers costumam enxergar os mais jovens como imaturos e inconsequentes. Em contrapartida, as gerações Y e Z, que são mais novas, julgam as turmas anteriores como ultrapassadas. Por isso, não aceitam os antigos modelos de trabalho e clamam por mudanças. E é no meio desse “tiroteio” que a geração X se divide. Ora discorda da garotada, ora se junta com parte da Y para fazer a ponte entre as gerações.

Por essa razão, o primeiro passo é, sem dúvida, buscar compreensão de todos. Os colaboradores de todas as idades precisam entender a importância desse exercício. Com cada um cedendo de um lado, é possível começar a transformar o conflito de gerações em aprendizado e produtividade. Além disso, é preciso se render aos novos tempos e abandonar velhos hábitos que hoje já não fazem mais sentido.

A exemplo disso, muitos ambientes de trabalho e departamentos já iniciaram grandes mudanças. O departamento de Recursos Humanos é um dos setores que mais encara novos desafios, a começar pelo recrutamento. Não é à toa que a atualidade é conhecida como a era das transformações. A boa notícia é que a missão é mais palpável do que parece e todos só têm a ganhar. 😉

Como foi 2017 para você?

Como foi 2017 para você?

Quando um novo ano começa, há sempre uma renovação de forças e um aumento das esperanças, trazendo ânimo a mais para realizar os anseios e objetivos. É tempo também de reflexão e de fazer uma viagem ao nosso interior para entendermos o ciclo que se encerrou. O que conquistamos? E o que não realizamos? O que aprendemos? E o que queremos para esses novos 365 dias que se iniciam?

Para muitos, 2017 foi um ano bastante desafiador, não só pela crise que ainda assombra o país, como também devido às transformações e mudanças do século XXI. A evolução social, a tecnologia, o comportamento humano, as novas gerações de profissionais e um mercado com mais diversidade têm derivado um cenário amplo e globalizado, muito diferente de outras décadas.

Aliás, o mundo mudou e muda todos os dias, exigindo cada vez mais dos líderes diante dos novos tempos. Por isso, um dos caminhos foi utilizar a comunicação como um instrumento estratégico da gestão, recorrendo aos recursos tecnológicos para se conectar não só com seus consumidores, mas também com seus colaboradores. As vantagens da proximidade entre gestores e a equipe certamente foi um grande aprendizado.

E por falar em aprender, também foi preciso investir em conhecimento para encarar tantos desafios. Grande tendência, não só no Brasil, mas no mundo todo, o Coaching Executivo Dynargie se mostrou uma das melhores alternativas para lidar com a atual conjuntura, graças à metodologia rápida e efetiva, que desperta o melhor do profissional e o prepara para alcançar o sucesso. Para as empresas, a consultoria e o suporte de especialistas foram e ainda são primordiais para alavancar os negócios e driblar a crise.

Entre toda essa base sólida de ensinamentos, a prospecção também ganhou uma importância ainda maior, pois entendemos que ela pode ser a porta de entrada para as muitas vitórias. Então, estudamos ainda mais sobre a empresa e o nosso produto a fim de descobrir novos nichos, conquistar novos clientes e alcançar as metas.

Não foi fácil. Trabalhamos muito, tanto no escritório como em casa – e ainda com rendimento e produtividade, mesmo no home office. Mas isso não quer dizer que perdemos qualidade de vida. Compreendemos que alguns hábitos saudáveis fora do mundo corporativo contribuem (e muito) para o nosso bom desempenho. E sabe qual é a melhor parte disso? É que faz um bem danado para nós mesmos.

Olhando para trás, foram 12 meses intensos e repletos de suor, lágrimas e sorrisos. Tudo isso foi importantíssimo para transformar essas vivências em experiências para planejar, consertar erros e repetir os acertos do passado, multiplicar as vitórias e subtrair o tempo perdido em 2018. Afinal, é o início de mais um ciclo: podemos transformá-lo em 365 novas oportunidades ou deixar a vida passar e lamentar em dezembro aquilo que não fizemos… A escolha é toda nossa!

Feliz 2018!

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